Arquivo para janeiro, 2012

25 de janeiro de 2012

Concept Art – The Elder Scrolls V: Skyrim.

por Paola

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4 de janeiro de 2012

Toda a delicadeza de Thomas Wilmer Dewing.

por Paola

Na minha humilde opinião um dos pintores mais delicados e sinceros do meu leque de “Pintores Preferidos Impressionistas”.
Nascido em Newton Lower Falls, Massachusetts em 1851, estudou na Académie Julian em Paris. Seus quadros em grande maioria são damas em eventos cotidianos, mestre em tonalidades, envolve seus quadros sempre num ‘vapor’ de tons, enfatizando um ar etéreo.










2 de janeiro de 2012

(texto) Coruja.

por Paola

Numa noite cabem tantos dias ensolarados que existe uma fadiga natural nos insones.
Uma fadiga de quem já viu muita coisa, de quem espera muita coisa acontecer. Um olhar atento que devia não vigiar, apenas contemplar. Um olhar que espera uma queda, uma gota, um resto.
Nas várias noites de insônia me vejo sentada na cama imaginando todas as pessoas dormindo a minha volta, algumas fazendo amor, bebês chorando até encontrarem o seio materno. A teia de sonhos de todos se conectando por algo em comum: o cansaço, o sono.
Pesadelos de várias formas, amores esquecidos voltando em imagens disformes na cabeça dos que dormem. Sinto uma inveja real de quem pode apenas dormir. Um dia cheio.
Mesmo nos dias mais cheios eu me mantenho acordada, mesmo quando a cabeça está caindo por sobre o ombro, eu quero lá ficar, a última em algo quem sabe. Gosto de ver essa teia, gosto de pensar que naquele momento eu estou próxima de milhares de pessoas que nunca vi na vida.
É um esperar tão grande que tenho medo de cair nessa repetição.
Você que consegue ignorar todos os problemas, passar telas e telas e voltar ao mesmo sempre. Por favor me ensine como é.
Me ensine como é dormir na vida.
Eu não quero mais esperar. Eu não quero mais contemplar, não quero mais esperar um carinho, uma palavra bonita, um “não fique insegura meu amor, histórias não se repetem com tanta frequência.”
Por favor, não mais repetição.
Não mais os mesmos comportamentos, não mais as mesmas palavras vazias de conteúdo.
Vi, que depois de tantas noites e de ver tantos “ Obrigada” “Oh, claro!” e de ver o mesmo padrão, quem se tornou repetitiva fui eu. Em buscar alguma saída para mudar a forma como as pessoas tratam as outras, que é uma batalha perdida até em escrevê-la.
Não importa como você me trata. Não importa o que eu espero de você. Pensar nisso, se preocupar com isso é tão vazio, cansativo e desnecessário.
Só queria te deixar claro que: tudo que eu queria era o mesmo.

Agora talvez tenha chegado a hora de dormir.

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